Artigos
Belém GAP na SB64: o papel dos Pontos Focais de Gênero e Mudança do Clima
Depois das últimas negociações climáticas que ocorreram no Brasil, em Belém do Pará na COP30, a agenda climática global de gênero entra agora numa nova fase: a da implementação do Belém Gender Action Plan (Belém GAP). Foi precisamente nesta ótica que a EmpoderaClima, como Organização Compromissada FACJ/Generation Equality, marcou presença e acompanhou a primeira semana da 64.ª sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, conhecida como SB64, realizada, como de costume, em Bonn, na Alemanha.
CORPOS-TERRITÓRIOS EM DISPUTA: o impacto invisibilizado das eólicas nas mulheres do Nordeste
Nos últimos anos, o Nordeste tornou-se a vitrine da energia limpa do Brasil, uma região agraciada por privilégios geoespaciais. Torres girando na linha do horizonte, contratos bilionários, empresas estrangeiras, discursos da política internacional e interna de que o país finalmente encontrou seu “caminho verde”. Mas há uma pergunta que quase nunca aparece nas manchetes: limpa para quem?
O custo de gênero oculto do ecocídio na guerra
A crise climática é um sintoma de diferentes sistemas de opressão que priorizam o lucro em detrimento das pessoas e da natureza, incluindo o capitalismo, o racismo, o patriarcado, o colonialismo e o militarismo. Esses sistemas consideram as formas de vida como objetos a serem possuídos, controlados e consumidos, e as mulheres, os povos indígenas e as comunidades pobres são frequentemente explorados e afetados de forma desproporcional. À medida que a crise continua a se agravar, a comunidade internacional continua a falhar em abordar esses sistemas e seus impactos. Em vez disso, muitos Estados continuam financiando atividades militares, causando destruição climática e ambiental significativa, além de insegurança e violência.