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Belém GAP na SB64: o papel dos Pontos Focais de Gênero e Mudança do Clima
Depois das últimas negociações climáticas que ocorreram no Brasil, em Belém do Pará na COP30, a agenda climática global de gênero entra agora numa nova fase: a da implementação do Belém Gender Action Plan (Belém GAP). Foi precisamente nesta ótica que a EmpoderaClima, como Organização Compromissada FACJ/Generation Equality, marcou presença e acompanhou a primeira semana da 64.ª sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, conhecida como SB64, realizada, como de costume, em Bonn, na Alemanha.
Gênero nas negociações climáticas: história, disputas e o Plano de Belém
Entre 10 e 21 de novembro, durante a COP30, em Belém, Brasil, uma divergência central na definição do termo gênero travou as negociações do novo Plano de Ação de Gênero (Gender Action Plan, GAP, em inglês). Países mais conservadores, como o Irã, a Rússia e a Argentina, pediram uma versão baseada em um gênero biológico binário, classificado como masculino ou feminino, sem menção a papéis sociais e desigualdades estruturais entre homens e mulheres. O termo é visto como controverso devido às suas múltiplas interpretações, influenciadas por diferentes tradições, religiões e identidades de gênero, o que acaba criando campos opostos que têm dificuldade em dialogar sem conflitos. Gênero acaba caindo no campo de conceitos, como muitos chamam, de forte carga política.